Obras de Di Cavalcanti

Carioca, começou sua carreira artística aos dezessete anos, publicando a sua primeira caricatura na Revista "Fon-Fon". Em 1922 abandonou o curso de Direito para dedicar-se à pintura e especialmente para idealizar e organizar a Semana da Arte Moderna.
Residiu em Paris de 1923 a 1925, participando de vários movimentos artísticos, onde conheceu Picasso, Braque, Léger e Matisse, entre outros contemporâneos.
Consagrado dentro e fora do Brasil, participou de várias exposições e recebeu, entre outros, o prêmio de melhor pintor nacional, em 1953, na II Bienal de São Paulo. Dedicou-se também à literatura, além do desenho de jóias e à ilustração. Projetou as tapeçarias do Palácio da Alvorada.
A obra "Mulata em Fundo Verde" permanece fiel às idéias de modernidade de 1922. O artista criou linhas paralelas dentro de uma variante de tons verdes, que valorizam a figura feminina. O tom da pele está bem resolvido pelas variantes de claro-escuros, contornadas por leves arabescos que enaltecem a singularidade e nobreza da atitude polida da figura em primeiro plano.
Na tela "Blusa Estampada", observamos uma figura feminina de olhos misteriosos e enigmáticos. Está cercada de uma atmosfera tropical, resolvida por cores quentes, formando um ambiente estranho e inexistente. É uma de suas famosas mulatas surrealistas: "Sou um pintor de mulheres. E ultimamente venho me preocupando com o fantástico, com o mistério das coisas, como pintor e como filósofo".
O realismo da tela "Cabeça de Mulher" nos faz experimentar um sentimento puro de doação e renúncia, representado na figura central por olhos expressivos e profundos, lábios de traços fortes e rubros de um carnudo sensualismo, tudo isso, dentro de uma face tranquila, emoldurada por longos cabelos liso e volumosos. Dando esse aspecto de pudor, compõe a mulher com a blusa de gola alta.
Fonte: http://www.bcb.gov.br/htms/galeria/dicavalcanti/biografia.asp?idpai=ARTEBIO